A descoberta do vinho na essência
DIEGO ROSA
/ São Joaquim
A arte e o vinho têm uma afinidade inquestionável. A elaboração dessa bebida milenar é um trabalho de artista. Sabendo desta importância, a vinícola Villa Francioni abriu as portas para aproximar o apreciador à intimidade do vinho. Assim como a maioria das vinícolas do mundo, a empresa situada em São Joaquim, na Serra catarinense, explora o enoturismo para valorizar do produto no mercado.
A vinícola foi projetada pelo empresário Dilor Freitas e construída entre 2001 e 2003. O fundador teve pouco tempo para aproveitar do seu sonho, pois faleceu em 2004. Mas seus filhos mantiveram vivo o trabalho do pai, que tinha como meta elaborar um vinho de qualidade que justificasse a essência dessa terra. A empresa possui duas áreas com produção de variedades finas: a de São Joaquim, com 26 hectares, que fica junto à empresa, e uma situada no município de Bom Retiro, com 24 hectares. As cepas plantadas são das uvas chardonnay, cabernet sauvignon, merlot, pinot noir e sauvignon blanc.
Quem segue pela SC-438, entre Lages e São Joaquim, vê de longe a Villa Francioni. Logo no acesso que leva à vinícola, o visitante passa perto do parreiral. A grandiosidade da obra arquitetônica impressiona. Um chafariz dá charme ao jardim e, no hall, a parede principal é um colorido mosaico que revela anjos brincando num dia de São João. O trabalho é da artista Tereza Martoramo. A porta principal da vinícola foi importada da Indonésia. Freitas era um apaixonado por antiquários, tanto que muitas peças são centenárias, como os lustres, as aberturas e os móveis.
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